A negativa por telefone não vale. Veja quais documentos pedir imediatamente e como isso muda o resultado de uma eventual ação judicial.
A cena se repete: o médico prescreve, o hospital agenda e, na véspera, a operadora avisa que "não vai autorizar". O paciente fica sem saber se espera, se paga do próprio bolso ou se procura ajuda.
1. Exija a negativa por escrito
A operadora é obrigada a fornecer a recusa por escrito em até 48 horas, com o motivo e o dispositivo contratual em que se baseia. Esse é o documento mais importante do processo. Peça pelo canal de atendimento e guarde o número do protocolo.
2. Peça um relatório médico completo
Não basta a receita. O relatório precisa indicar o diagnóstico com CID, o quadro clínico, o tratamento indicado, por que ele é o adequado e o que acontece se houver demora. É esse texto que sustenta o pedido de urgência.
3. Reúna o contrato e os comprovantes
Contrato do plano, carteirinha e comprovantes de pagamento das últimas mensalidades. A operadora costuma alegar inadimplência ou carência — ter isso em mãos derruba o argumento de imediato.
4. Não pague antes de consultar
Se puder esperar, espere. Quando o pagamento é inevitável, guarde nota fiscal e comprovante: o reembolso pode ser pedido na mesma ação.
Prazo importa. Em pedidos de urgência, o Judiciário costuma decidir em poucos dias — às vezes em horas — quando a documentação chega completa.
5. Procure orientação especializada
Casos de saúde têm jurisprudência própria e prazos curtos. Uma conversa inicial esclarece se há caminho judicial e qual a expectativa realista de resultado.
